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  • Mariuccia Ancona Lopez

Viajando com segurança apesar da pandemia


Um dia me disseram que eu ia enjoar de viajar. Até o momento isso não ocorreu.

E, digo mais, parece que o prazer das viagens continua crescendo conforme os anos – e são muitos!!!- vão passando. É, talvez, um jeito de eu me sentir viva, ativa, animada, entusiasmada com a vida, com o constante aprendizado que uma viagem oferece. Com minha capacidade de ir e vir, de passar por check ins, imigração, inspeções de segurança e todo o ritual das viagens, por mim mesma, sozinha. E assim pretendo continuar enquanto a saúde física e mental permitirem.




Agora, em tempos de pandemia ainda há mais o que providenciar. Além do passaporte, dinheiro e bilhete aéreo você precisa da vacina, certificado digital da mesma, visitar frequentemente os sites do país (ou países) para onde pretende ir porque tudo é incerto e pode ser alterado sem prévio aviso. E, finalmente, na véspera de viajar, fazer o teste para ter certeza de que está negativo para a Covid.


Documentos preciosos, em tempos de pandemia e que deverão durar ainda um bom tempo

E você me pergunta: vale a pena? SIM! É minha pronta resposta. Porque os benefícios consequentes são muito maiores do que toda essa parafernália. Porque, mesmo com o mundo globalizado, com a internet e redes sociais acessíveis de qualquer lugar do mundo, você fica fora do ambiente do seu dia-a-dia. Você “higieniza” seus pensamentos e reduz as tensões. E realmente descansa.


Motivos para viajar há muitos e, no meu caso específico, desta vez, foi visitar minha filha que vive na Suécia. E para isso precisei, sim, de alguns malabarismos.



Meu bilhete aéreo tinha sido reservado antes das restrições rígidas da Alemanha. Resultado: não haveria possibilidade de conexão em Frankfurt a nenhum país da zona Schengen para qualquer passageiro vindo do Brasil. Precisei mudar o bilhete para a Swiss -felizmente do mesmo grupo que a Lufthansa!- e não houve nenhuma multa por isso. Tudo certo até que a Dinamarca decidiu que apenas aceitariam vacinas aprovadas pelo organismo europeu de saúde. OMS não valia. Resultado: Coronavac/Sinovac que eu havia tomado está fora, por enquanto. Nova providência: mudar o destino final de Copenhague, o mais conveniente para mim, por estar a meia hora de Malmo, meu objetivo, para Estocolmo. Novamente a Swiss autorizou a mudança, sem multa.


O dia da viagem chegou e, no momento do check in, em São Paulo, nenhum problema. Levei o certificado de vacina impresso, com o código QR, o certificado negativo de Covid e, meu passaporte europeu e, finalmente, vi o sorriso da funcionária me desejando boa viagem. Estava tudo dentro das exigências. Agora era só passar pela imigração e aproveitar a sala vip do catão de crédito que, para minha comodidade estava absolutamente vazia.


Sala Vip vazia para esperar o horário do voo


Na conexão de Zurich para Estocolmo um aviso: quem não tiver impresso no seu cartão de embarque ADOK (all documents ok) precisará comprovar vacina, teste etc aos funcionários na sala de embarque, porque essa é a exigência da Suécia. Que, por sinal, aceita vacinas aprovadas pela OMS, como é o caso da minha Coronavac/Sinovac.



Finalmente a Suécia estava logo alí!


Todo esse percurso demorou 16 horas mas não houve qualquer transtorno. Depois mais quatro horas de trem e a viagem terminava. O único absurdo, desses que a gente é obrigada a aceitar, porque não há mesmo o que fazer, foi pagar 5,80 Euros por uma mísera garrafinha de água de 250 ml no aeroporto de Zurich. Mas é pagar ou morrer de sede e aprendi, viajando, que há custos inevitáveis. Sorri e tomei a água com todo o prazer de estar quase chegando ao meu destino, por minha própria conta e feliz aos 77 anos.



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