© 2019. Mariuccia Ancona Lopez. Proibida a reprodução sem autorização da autora

  • White Facebook Icon
CafeecervejasXQ.gif
  • Mariuccia Ancona Lopez

Um pulinho no País de Gales

De todos os países do Reino Unido, este é o menos lembrado.E é encantador.


Beaumaris Castle,o pretexto para conhecer um lugarejo que encanta


Pessoalmente, nunca conheci alguém que tivesse programado uma viagem especialmente para passar férias no País de Gales. Este sempre me pareceu um destino que se visita a caminho de outro, de passagem, numa viagem de trem entre a Inglaterra e a Irlanda, por exemplo, ou quando algum cruzeiro aporta por lá.


Dizem que os galeses são reservados, que estão muito bem, obrigado, no seu belo país, rico em castelos e com paisagens lindas. E que nem fazem muita questão de hordas de turistas por lá.


Bom, um belo dia, resolvi passar um fim de semana prolongado no País de Gales experimentando os serviços do Irish Ferries, o sistema de balsas que atravessa regularmente o Mar da Irlanda, a partir de Dublin – e vice versa, para Holyhead, em Gales.



No super confortável Ulysses, a travessia já é um passeio

E adorei tudo.Começando pela travessia no “Ulysses”, um ferry boat enorme, como um navio, que em cerca de três horas vai da Irlanda a Gales com todo conforto.

A bordo, salões, restaurante, lojas, casa de câmbio, cinema e wi-fi grátis. Do lado de fora...ventania. Esperar o que daquela região?



Na chegada a Holyhead, a estação do trem é anexa ao porto, uma verdadeira mão na roda para quem está viajando por conta própria. Meu destino inicial era Beaumaris, via Bangor. E aqui começou o desmentido sobre o povo galês. Que gente simpática! Amáveis, prontos a dar informação, sorridentes, welcoming, como se diz no idioma de Shakespeare.






Beaumaris é uma vilazinha onde ficam as ruinas de um castelo, o Beaumaris Castle, daqueles típicos, com torres redondas, fosso, um grande páteo , parte da campanha do rei Eduardo I de Inglaterra na conquista do norte de Gales cuja construção começou em 1295 e nunca terminou. E ainda assim mesmo, inacabado, é bastante visitado. Mas a graça do lugar vai muito além do castelo nesse vilarejo de construções muito antigas onde funcionam hotéis de veraneio, casas de chá, tudo calmo, com gente hospitaleira.




Tão incrivelmente amáveis são os galeses que o taxista que nos levou ao Bed&Breakfast em Holyhead, estava tão empolgado com sua terra que desligou o taxímetro quando chegamos à nossa acomodação, e deu várias voltas extras pelo lugar mostrando opções de restaurantes locais, comentando a gastronomia disponível antes de nos deixar, de fato, no B&B, com um orgulhoso sorriso.

Esse meu único contato com o povo galês já me fez querer voltar outras vezes ao país que valoriza sua própria língua onde mel não é honey mas mêl e ponte não é bridge mas pont. Fácil? Nem pensar porque saída não é way out mas fford allan , além de muitas outras palavras com consoantes duplas no seu início e pronúncia ainda mais inacreditável. País da bandeira de dragão, que produz geleias e queijos deliciosos que pude provar ( e levar na mala) numa feira gastronômica de produtores locais que, por sorte estava acontecendo bem naquele fim de semana. Tomara que eu possa retornar a Gales! (aos 69 anos)


#paísdegales #wales #melhoridade #aposentadosemferias #viagemdepoisdos60 #viajandodepoisdos70 #viajandoparaeuropa #destinosideaisparamaisvelhos

#viajarcomamiga #viajaremduasnaeuropa #ferryboatparagales #ferryboatemdublin

#holyhead #irishferries

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now