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  • Mariuccia Ancona Lopez

Um dia na corte de Pedro,o Grande

Beleza, luxo e riqueza na Versailles russa



Peterhof, o palácio de verão do czar



Minha estréia em São Petersburgo não poderia ter sido melhor. Em agosto, pleno verão, a temperatura chegando aos 30 graus, a cidade imperial, a sede do governo czarista estava resplandecente e muito alegre, com as ruas ocupadas por milhares de turistas. Meu primeiro passeio, assim que desembarcamos do Norwegian Getaway (parte de cruzeiro de 9 dias pelo Báltico) foi a Peterhof, o palácio de verão do czar, inaugurado em agosto de 1723. E depois, várias vezes ampliado e reformado até chegar à aparência que hoje tem, restaurado.




Os magnificos jardins e suas fontes

Peterhof fica a uns 50 quilômetros de São Petersburgo, junto ao Golfo da Finlândia e este acesso ao mar foi um dos motivos da escolha do local para erguer a “ Versailles russa” .Depois de Pedro, o Grande, que morreu sem ver seu palácio concluido, sua filha, Elizabeth, também ampliou o palácio, que ganhou o estilo neo-clássico italiano, e os jardins, assim como a czarina Catarina, a Grande, cujo conjunto de porcelana, original, pode ser visto por lá, testemunhando o bom gosto e gastança da época.



Beleza e opulência em cada detalhe

O palácio é, de fato, fantástico e vendo-o tão esplendoroso, com tudo restaurado como era nos dias de glória, inclusive com mobiliário e peças de decoração parece inacreditável que tenha sido destruído e incendiado quando as tropas nazistas tiveram que bater em retirada, sem ter conseguido tomar Stalingrado, que era como então se chamava St Petersburgo . E para você que já leu livros ou viu filmes sobre este sangrento episódio parece incrível que toda essa beleza e luxo estejam de volta tal qual quando os czares reinavam por lá.



Nos jardins de Peterhoff, fingindo nobreza

Se o palácio já encanta, os jardins em vários níveis, são deslumbrantes, com suas 64 fontes , cerca de 200 estátuas, baixos-relevos e outras decorações por toda parte.

E mais:em horários pré determinados, show especial com as fontes jorrando água ao som de música clássica.

Esse dia de passeio não exige grande esforço mas, sim, acaba cansando porque o palácio é grande, há muitos quartos, salas e salões a visitar e, por fim, os jardins. Portanto, calçados confortáveis são fundamentais.




Nos hydrofoils, 30 minutos de travessia até St Petersburgo



Caminhando pela alameda principal dos jardins chega-se ao porto de embarque dos hydrofoils, aqueles barcos que deslizam em alta velocidade sobre um “colchão de ar” e que cruzam a baía da Finlândia em 30 minutos, atracando no centro da cidade.


Quem chega a São Petersburgo por mar tem, obrigatoriamente, que fazer passeios em grupos. Pode-se optar por empresa russa de receptivo ou do navio, porque não é permitido ir por conta própria. Aliás, nem recomendaria porque, embora muita gente fale inglês, a dificuldade não é somente com o idioma mas também com o câmbio já que , para turista desavisado, um Rublo pode valer o mesmo que um Dólar, no comércio local. Com o apoio de uma boa guia como a nossa foi possível escapar de filas e aglomerações, chegando ao Peterhof antes que grupos com centenas de chineses ocupassem todos os corredores.


Nos dois dias em que o navio esteve em São Petersburgo optei pelos passeios organizados pelo navio e na categoria Exclusive, um grupo menor com no máximo 16 pessoas. Com isso, o transporte é mais ágil, com menos gente para entrar e sair da van e nos passeios a gente se desloca com mais facilidade e as explicações nos locais visitados ficam muito mais fáceis.


Há outras maneiras de se visitar Peterhof e São Petersburgo? Com certeza, sim. Mas para quem quer viajar com tranquilidade, sem preocupações seja com o que for, a opção do cruzeiro é de longe a melhor delas. (aos 73 anos)

© 2019. Mariuccia Ancona Lopez. Proibida a reprodução sem autorização da autora

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