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  • Mariuccia Ancona Lopez

Preciosas ligações

As #pontes das minhas memórias


Ponte sobre o rio Liffey une o elegante sul ao popular norte, no centro de Dublin

Pontes sempre exerceram um fascínio próprio sobre a humanidade e eu não escapo à regra. Porque, mais do que permitir atravessar um rio ou um vale, como define o dicionário, as pontes possibilitaram a expansão de um povo, de uma cidade, abriram caminhos, permitiram o encontro com o novo, do lado de lá.





Uniram metades antes separadas por um curso d’agua e, simbolicamente, passaram a significar, até os dias de hoje interação, ligação, reunião, acesso.


Das muitas pontes que tenho nas memórias de viagens, algumas são admiráveis pela antiguidade, feitas de pedras cuidadosamente alinhadas há muitos séculos, como a ponte de pedra de Regensburg, na Alemanha, que exibe seus 16 arcos lindamente construídos no século 12. Sim: estamos falando de 1100.




Quase um símbolo da cidade, a Ponte Carlos, em Praga, cuja construção começou no dia 9 de julho de 1357, provoca suspiros dos viajantes cruzando o rio Moldava e exibindo suas trinta estátuas barrocas.



Otra bela ponte, a Putney, sobre o rio Avon, em Bath




Mas há pontes modernas igualmente fascinantes. Como a Öresundsbron com seus 16 quilômetros, unindo a Dinamarca à Suécia, fazendo com que Copenhague seja quase uma extensão da sueca Malmö e vice versa.



Ou essa impressionante Clifton , a ponte pênsil sobre o desfiladeiro Avon, um cartão postal de Bristol, no sudoeste da Inglaterra



E há pontes imponentes que uniram duas partes separadas, transformando as outrora separadas Buda e Pest, em uma única cidade, a capital húngara.




Mas o encanto das pontes inclui aquelas pequeninas como as muitas de Veneza, Amsterdã, Gotemburgo ou outras cidades e indispensáveis para cruzar uma infinidade de canais e possibilitar a caminhada pelos emaranhados da cidade.




Das mais famosas, a London Bridge é cartão postal de Londres, solene, com torreões e pista que abre e fecha, unindo as duas margens do Tâmisa




... que ainda tem muitas outras ao longo de seu curso reunindo o norte, mais antigo, ao Southbank, antes pouco valorizado e hoje todo modernoso e cheio de charme.


Das muitas ponte sobre o rio Liffey, em Dublin, a mais fotograda é, sem dúvida a Ha'Penny bridge com sua bela estrutura de metal . O nome deriva de Half Penny (meio penny ou meio centavo) que foi cobrado durante um século, desde sua inauguração, em 1816, como pedágio.

Iluminada ou debaixo da neblina, a Ha'Penny Bridge sempre encanta



Mas a O'Connel Bridge, por onde passam pedestres, carros e ônibus, também virou, nesse dia, trampolim para um corajoso mergulho, festejando o início do verão (nada quente) da Irlanda


Mas algumas pontes são realmente muito especiais como a Ponte Vecchio, que une o norte ao sul de Florença, sobre o rio Arno, construída em 1345

na sua versão em pedra ( as anteriores, em madeira, não resistiram) .



As joalherias existentes hoje sobre a ponte , não lembram nem de longe os açougues que alí se instalaram em 1442, expulsos de lá um século depois.


Caminho percorrido pelos poderosos Medici, entre tantos nomes famosos, Ponte Vecchio continua linda e imponente para quem tiver a sorte de visitar Florença.


E nas minha memória ainda tem lugar para a travessia da pontezinha em Giant's Causeway, na Irlanda do Norte, balançando sobre o mar entre dois rochedos, num lindo e inesquecível passeio.



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