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  • Mariuccia Ancona Lopez

Nos passos de Catarina de Medici


Chenonceau, o magnífico palácio que Catarina de Medici recuperou da amante de seu marido.

Foto: Atout France/Joël Damase


Já que viajar ainda não é possível, o jeito é mergulhar em outras formas de viagens. Como nos livros. Lendo The Confessions of Catherine de Medici (CW Gortner) , escrito como um diário com narrativa da própria personagem, surgiu uma idéia.

Que tal um roteiro de viagem seguindo os passos dessa controvertida figura histórica?

Florença, onde começa a história dessa Medici, órfã no dia de seu nascimento


Duomo, Ponte Vecchio, Batistério, vistos por Catarina, são testemunhas da história


Essa italiana que se tornou rainha regente da França, considerada bruxa por ela mesma, envenenadora dos inimigos, acusada pela matança da Noite de São Bartolomeu, e muito mais, viveu a maior parte de sua vida no Vale do Loire onde ficam alguns dos mais deslumbrantes castelos da França, cenários de tantos fatos de sua vida. Mas foi na Florença de 1519 que nasceu Caterina Maria Romula di Lorenzo de' Medici que, espantosamente para a época, viveria 70 anos.


Em Roma, abrigo no Vaticano, com seu tio, o Papa, antes do casamento arranjado



Nesse idealizado roteiro de viagem eu incluiria cidades e locais marcantes na vida de Catarina, começando por Florença, seguida por Roma onde, órfã, viveu por um período sob a proteção de seu tio, o Papa Clemente VII que arranjou seu casamento aos 14 anos com Henrique, o filho caçula de Francisco I, rei da França.

Veja só o que mais este roteiro incluiria:

Marselha, onde ela se casou (com esticadinha para a Provence) e, seguindo o roteiro de sua vida, o Vale do Loire, especialmente com os castelos de



Blois, cenário constante na vida de Catarina, Foto Atou France/ Joel Damase
Blois, Chambord , Chenonceau além de Fontainebleau. E Paris, naturalmente . Haja beleza!

Foto Atou France/ Joel Damase

Desse roteiro fazem parte também personagens centrais da vida de Catarina: Francisco I, seu sogro, Henrique, o marido e sua amante, Diana de Poitiers porque são nomes que também envolvem a construção e ampliação de palácios fantásticos que podem ser visitados e fazem a gente mergulhar profundamente no século 16 e começar a imaginar aquilo tudo com o burburinho, intrigas e todo o resto daquela época.



Chambord, fantástica obra de Francisco I com toque de Leonardo da Vinci,seu protegido

Foto:Atout France/Léonard de Serres


Visitei essa região da França há muitos e muitos anos mas ainda tenho viva na memória toda aquela beleza dos palácios. Que gostaria de poder rever.

Como esses:


Blois, um dos palácios mais frequentados por Catarina e seus filhos ficou marcado também como o local da sua morte em 1589 e se destaca pelas fantásticas escadarias em caracol- uma novidade da arquitetura italiana para a época. É lá também que fica a sala forrada de painéis de madeira com compartimentos secretos onde- dizem – ela guardava seus venenos.


Blois e suas famosas escadarias Foto:Atout France/Joël Damase

Foi também em Blois que Joana D’Arc foi abençoada pelo Arcebispo de Reims 1429, antes de partir com o seu batalhão para combater os ingleses em Orleãs. Mas essa é uma outra história.


E histórias não faltam nesses palácios, como o de Chenonceau , imbatível em beleza, seja por seu visual, arquitetura e também por seus jardins.


Disputado entre Catarina e Diana,Chenonceau era palco de muitas festas Foto: Atou France/Maurice Subervie

A propriedade, presenteada por seu sogro, foi tomada de Catarina por seu marido que ofereceu aquele magnífico palácio à sua amante, a poderosa Diana de Poitiers. Mas que, como nas novelas, acabou voltando para Catarina depois da morte do marido.


Chambord está numa reserva de 53 quilometros quadrados


Chambord

1519: Mal o Brasil tinha sido descoberto e o jovem rei Francisco I, que viria a ser o sogro de Catarina mandava construir imponente palácio de Chambord com 128 metros de fachadas e 800 colunas numa reserva de quase 53 quilometros quadrados.E nele, uma curiosidade escada dupla onde quem sobe não vê quem desce, desenho atribuído a Leonardo da Vinci que, protegido por Francisco I viveu no Loire os últimos anos de sua vida


Foto: Atout France/Maurice Subervie

Mais do que obras de arte, as paredes do Louvre guardam infinitas histórias relacionadas com Catarina de Medici.

Foto: Atout France/Maurice Subervie



Muitos outros palácios fizeram parte da vida de Catarina, seja vivendo como esposa do rei Henrique II ou como regente de seus três filhos que chegaram a ser reis da França. Entre eles Chambord, Fontainebleau, o Louvre e ainda o então existente Palácio das Tulherias, que ela mesma mandou construir em Paris onde havia uma antiga fábrica de telhas.




A história desses palácios é longa e intrincada e aqui fica apenas um aperitivo.

Então, que tal viajar nas fotos e se imaginar, um dia, nesses cenários preservados no tempo?

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© 2019. Mariuccia Ancona Lopez. Proibida a reprodução sem autorização da autora

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