© 2019. Mariuccia Ancona Lopez. Proibida a reprodução sem autorização da autora

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  • Mariuccia Ancona Lopez

Leia antes de viajar. E mais ainda, depois que voltar



Civilizações sobrepostas, em Biblos



Biblos é um desses lugares que você visita e volta com vontade de saber mais. A cidade, que existe há mais de 7 mil anos – no início era um assentamento de pescadores - está localizada em um penhasco de arenito cerca de 40 km ao norte de Beirute e é testemunha notável dos primórdios da civilização fenícia. Existe uma Biblos moderna, com lojas, restaurantes, trânsito agitado mas é a Biblos histórica, contida no sítio arqueológico que mais interessa.









Andar por aquelas ruínas onde estão restos de muros que protegiam a cidade, anfiteatro romano, poço de água com mil e uma lendas sobre Isis e Osíris e também as ruínas de castelo cruzado já é impressionante.



Anfiteatro romano em Biblos

E tudo fica ainda mais incrível quando a gente sabe que ali está a origem do nosso alfabeto contemporâneo, descoberto com a mais antiga inscrição fenícia esculpida no sarcófago que hoje está no Museu Nacional , em Beirute.




Foi naquele lugar que você está percorrendo entre pedras milenares que os fenícios criaram 22 sinais do alfabeto, depois aperfeiçoados pelos gregos, um dos mais incríveis legados para a Humanidade.

Biblos, em grego βύβλος,era a palavra grega para papiro, derivada do nome do porto de Biblos, através do qual o papiro era exportado. Daí surgiram outras palavras comuns a nós: Bíblia, biblioteca. Dá para imaginar a importância desse lugar na Antiguidade?





O sítio arqueológico de Biblos de onde foram retiradas importantes peças que hoje estão no Museu Nacional, em Beirute, é bem organizado, com acesso em rampa desde o estacionamento dos ônibus de turismo.


No sítio propriamente dito é preciso caminhar nas pedras milenares - mas não é difícil - para visitar a antiga cidade onde seu anfiteatro romano resiste aos séculos, debruçado sobre o mar. O acesso mais difícil- que eu dispensei - é subir ao alto das ruínas do castelo dos Cruzados que testemunha outro período da história do Líbano.







Em Biblos, assim como e todo o Líbano, a vocação para comerciantes que fez a fama dos fenícios, permanece intacta nos seus descendentes libaneses. E a prova de fogo dos turistas é resistir ao apelo dos comerciantes porque, para chegar ao sítio arqueológico é necessário cruzar o souk, o mercado onde se vende de tudo: tapetes, xales, especiarias, chás de flores, sabonetes, jóias de ouro, souvenirs e bijuterias reproduzindo o alfabeto fenício e o que mais se possa imaginar. Tudo pode ser pago em dólar ou em Libras Libanesas e todo comerciante espera que você pechinche. Vai resistir?


E não se esqueça de mergulhar nos livros, quando voltar das férias. A viagem vai valer ainda mais a pena!


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