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  • Mariuccia Ancona Lopez

Espiando o mundo através das janelas



Não basta abrir a janela

Para ver os campos e o rio.

Não é bastante não ser cego

Para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.

Há só cada um de nós, como uma cave.

Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;

E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,

Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.


Empresto de Fernando Pessoa esses versos (Poemas Inconjuntos) ao me recordar de tantas janelas que vi por aí, nas minhas andanças.

Na Rua do Ouro, no Castelo de Praga, a janela da costureira e....
a mesa posta para o jantar

Janelas que me fizeram pensar em quem estava por detrás delas...há quanto tempo...se eram felizes ou nostálgicos...

Janelas sempre me atraem. Sejam rústicas, singelas ou imponentes. Floridas, sorrindo para quem passa ou seculares e sisudas, cobertas de grades



Seja pela beleza ou pela força da arquitetura. Pelo que já foram um dia. Pela história que contam ao simples olhar



Manaus, Dublin e Oxford e suas janelas


Remexendo nos arquivos encontro algumas que me fazem de novo viajar.

Que é com que ando ( como tantos!) sonhando diariamente.

E que compartilho aqui, com você


A encantadora paisagem de Tiradentes,MG, aprisionada nesta janela


Da janela de sua casa, Diego, o filho de Cristóvão Colombo, via Santo Domingo







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