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  • Mariuccia Ancona Lopez

Coordenadas 67º 50’ e 56” N


Saudades do frio. Uma preferência que pode chocar muita gente.


Neste exato momento em que o calor de 34 graus parece derreter meus miolos, numa São Paulo quentíssima, lembro com especial saudades dos dias passados em Kiruna, na Lapônia sueca. A 5º C durante os dias de outono.




Quem acompanha estas publicações já ouviu falar de Kiruna e de algumas aventuras nesta cidade , a mais a ao Norte da Suécia. Exatamente nas coordenadas 67º 50’ e 56” N e 20º 18’ e 10” E.






Nunca tinha ouvido falar de Kiruna, até então. Foi a possibilidade de ver a Aurora Boreal que me levou até lá, numa viagem de trem que consumiu 24 horas, a partir de Malmö, em outubro de 2020.


Aventuras à parte, Kiruna tem algumas peculiaridades. Fundada em 1900, a cidade está prestes a ser mudada de lugar. Sim, será remontada alguns quilômetros adiante porque a maior mina de ferro do mundo da estatal da Suécia, LKAB, instalada em Kiruna fez com que o solo ficasse instável e, para evitar o colapso, a cidade de 22 mil habitantes será remontada.


Na estação de trem, a escultura lembra a principal atividade econômica de Kiruna


Isso mesmo: as casas, praticamente todas de madeira serão desmontadas e refeitas e as que não puderem ser desmanchadas e remontadas como um Lego, serão levadas em enormes caminhões para seu novo local.



As casas serãodesmontadas e levadas para outro local

Por ora, a cidade ainda está por lá, como um presépio, com suas casas coloridas de vermelho, amarelo e branco. Como nessas fotos feitas ainda no outono, mas já com cara de inverno.




Para o turismo, #Kiruna é o ponto de partida para passeios incríveis. Como o tour fotográfico para a Aurora Boreal, possível a partir de outubro e durante todo o inverno. E quem quiser – eu passo! – é lá que nasceu o conceito do Ice Hotel. Gosto muito do inverno mas quero dormir numa cama quentinha, com aquecimento no quarto e piso do banheiro aquecido como era o chalé do hotel Camp Ripan,onde me hospedei.



De Kiruna também é possível vivenciar experiências com o povo Sami: passeios guiados a cavalo, passeios de trenó puxado por cães, pesca no gelo entre outros. E, no verão, as caminhadas por bosques e a contemplação o sol da meia noite, quando nunca escurece.


E ainda tem a gastronomia à base de carne de rena, com pratos deliciosos, que ficam para outra vez.



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