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  • Mariuccia Ancona Lopez

A vida, como costumava ser


Até 31 de outubro – caso não haja nova alteração – passageiros do Brasil não podem entrar na Suécia. A menos que tenham dupla nacionalidade com passaporte europeu. E, nesse caso, entram e não precisam cumprir nenhuma quarentena. A responsabilidade de cada um é parte da cultura do país

Área próxima à Estação Central de Malmö, às margens de um dos muitos canais da cidade

Por razões familiares vim a Malmö, na Suécia. Mas aproveito para fazer desta viagem também minhas férias. Para chegar a Malmö, o melhor aeroporto é o de Copenhague e, embora a Dinamarca também não esteja aberta a brasileiros, o aeroporto permite transfers e, assim, fica muito fácil desembarcar e pegar, no andar inferior, o trem expresso que atravessa a bela ponte de Öresund, que une os dois países e chegar na estação central de Malmö.

O controle de fronteira é feito aleatoriamente, por inspetores que entram no próprio trem, em Hyllie, a primeira estação sueca, um dos subúrbios da cidade, conferindo os passaportes.


A ponte Oresund,liga a Dinamarca à Suécia

Já em Malmö minha impressão é a de estar vivendo no mundo como costumava ser. Tudo funciona normalmente. Sim, houve alterações no horário das lojas mas já estão aumentando as horas de funcionamento, não há mais bufês nos restaurantes e tem álcool gel por toa parte. E todos obedecem aos 1,5 m de distanciamento, lembrado constantemente em placas e avisos no chão, além de avisos sonoros.


Bicicletas presentes por toda cidade

Mas praticamente ninguém usa máscaras. Eu mesma só uso máscara no transporte público e quando entro em alguma loja. Porque, para alguém que não chegava no portão de casa sem máscara, ainda me parece estranho não usar.



Diferente de outras viagens anteriores, repletas de corridas contra o tempo, de ver o máximo possível em poucos dias, esta é o que chamaria de slow-travel e aproveito para conhecer um jeito diferente de viver onde se inclui a estrita responsabilidade com as outras pessoas. Que vai da responsabilidade em se distanciar para evitar o vírus que tanto nos assusta a poder atravessar a rua com toda segurança porque qualquer carro, ônibus ou caminhão sempre irá parar para você que está na faixa.



Sim, a menor população ajuda no controle de doenças assim como os amplos espaços públicos e as inúmeras áreas verdes disponíveis por toda parte mas é o modo de encarar a vida em comunidade – cada um sendo responsável o que, de fato faz a diferença.


Verdadeiros casulos para dormir no aeroporto de Frankfurt


Para quem estiver pensando em viajar, seja para onde for, antes da sonhada vacina, o mais importante ,em primeiro lugar, é se informar se o país está aceitando brasileiros e em que condições e também saber que, devido à redução do número de vôos, a espera pela conexão pode ser bem demorada. Para mim foram dez horas em Frankfurt porque o vôo do Brasil chega pela manhã e só havia disponibilidade para Copenhague, à noite. Um bom livro e a internet livre nos aeroportos fazem as horas passarem mais rápidas e quem quiser ainda pode tirar uma soneca nas NapCabs, por 15 Euros a hora, durante o dia e 10 Euros, à noite.


Por ora vou aproveitando o outono que até o momento tem tido dias amenos – entre 15 e 18 graus – e ainda claros.

© 2019. Mariuccia Ancona Lopez. Proibida a reprodução sem autorização da autora

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